Berlim é uma cidade que dorme mais no inverno, quando a temperatura chega a níveis insuportáveis. O termômetro registrou esta semana 19 graus negativos, algo que não se repetia há 22 anos. Sábado, porém, alemães e turistas têm um motivo forte para se agasalhar e sair de casa: a Longa Noite dos Museus. Nesse dia, pelo menos 60 instituições estarão abertas das 18 horas às duas da madrugada. O ingresso para a maratona cultural custa 15 euros (R$ 40) e inclui transporte público (ônibus, metrô ou trem). Menores de 12 anos não pagam.
Exposições inéditas, tours guiados com tradução para o inglês, espanhol, francês e italiano e eventos especiais esperam os visitantes. A 26ª edição da Longa Noite dos Museus, como já antecipei, chama-se “Berlim – Capital da Ciência”, pois tem como eixo temático a vida e obra do filósofo, cientista e naturalista Alexander van Humboldt, morto há 150 anos.

Fundação Helmut Newton exibe dezenas de trabalhos do fotógrafo
Há muito o que se ver e percorrer, mas posso destacar, desde já, ”Correto e anarquista”, com trabalhos e objetos pessoais recém-descobertos do artista George Grosz, na Academia de Artes; “Sumo”, o sonho que virou verdade em livro editado pela Taschen, de Helmut Newton, e “Os três garotos de Pasadena”, dos seus ex-assistentes Mark Arbeit, George Holz e Just Loomis, no Museu da Fotografia; “Utopia Matters”, no Deutsche Guggenheim; e a exposição de fotos, roupas e pôsteres que refazem a carreira da atriz Romy Schneider (1938-1982), no Museu do Filme e da TV.
E para quem achava que tudo o que se disse sobre os 20 anos da reunificação alemã era pouco, a Berlinische Galerie exibe “Berlim 89/09 – Arte entre os Traços do Passado e Futuros Utópicos”. Já a East Side Gallery, a maior galeria a céu aberto de Berlim – são 106 pinturas feitas numa superfície de 1,3 km do que restou do muro – estará à disposição de quem quiser deixar a sua marca gravada no concreto.





Pois bem, estava a caminho da galeria Hamburger Bahnhof, quando desci na estação central e dei de cara com esse time aí ao lado. Cada uma das figuras mede 2 metros e representa um país reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU). A exposição que me lembrou a Cow Parade faz parte de um projeto iniciado há nove anos, “United Buddy Bears”, já passou por cidades como Tóquio, Sydney e Buenos Aires e, desde 2009, alegra Berlim.






